Em busca do quarto troféu da Taça UEFA/Liga Europa, o Sevilha defronta esta quarta-feira os ucranianos do Dnipro, em Varsóvia, numa final que se espera bastante entretida e intensa. Os dois antagonistas têm naturais diferenças, sobretudo em termos de referências individuais e de experiência ao mais alto nível, mas já se sabe o que pressupõem as finais e o seu "50-50" antes destas se iniciarem.
De facto, o conjunto espanhol, brilhantemente orientado por Unai Emery, procura revalidar o título conquistado frente ao Benfica no último passado (de forma dramática, diga-se) mas para isso terá de trabalhar muito. Ao contrário do que muitos pensam, o Dnipro não é uma equipa fácil de bater e prova disso é o facto de ter eliminado belas equipas como o Olympiakos, Ajax, Brugge ou Nápoles, além de ter deixado o Saint-Étienne de fora na fase de grupos. Os ucranianos formam uma equipa que não vale apenas pelo férreo sistema defensivo mas também pela capacidade de pressionar à frente em determinados momentos do jogo e por Konoplyanka. Sim, Yehven Konoplyanka, um das estrelas maiores desta equipa e da selecção ucraniana, candidato a melhor jogador da competição.
Quando falo em Konoplyanka contra o mundo, isto relaciona-se com o facto de este jogador ser o tal factor competitivo diferencial, aquele que faz sonhar os ucranianos com um desfecho de sucesso nesta final, tanto pelo seu talento natural como pela capacidade de resolução a título individual. Destro, embora saiba como dominar a bola de pé esquerdo, costuma arrancar a partir da ala esquerda, buscando constantemente as diagonais e tentando vezes sem conta desferir remates cruzados, sem hipóteses para os guarda-redes contrários (Sergio Rico que se cuide!).
Do outro lado, prevê-se que o ala Aleix Vidal seja o eleito para o tentar parar, precisando também muitas vezes das inestimáveis contribuições do português Daniel Carriço e do duplo-pivote M´Bia-Krychowiak nas dobras.
E quanto ao resto? Quem irá assumir a despesa do jogo? Previsivelmente, o Sevilha, que é uma equipa que se sabe orientar entre dois registos: um mais dominador, controlando a posse e tentando verticalizar apenas mais na frente; o outro mais de contra-ataque, dando a iniciativa ao adversário e procurando explorar os espaços deixados por este. Conhecendo a equipa do Dnipro, esta última hipótese é altamente improvável...
Os ucranianos deverão ficar na expectativa, com o seu quarteto defensivo organizado e disciplinado para uma prática constante do momento defensivo, embora os laterais Fedetsky e Léo Matos se possam desdobrar em acções ofensivas, assim o exijam determinados momentos do desafio. O duplo-pivote será constituído pelo mais defensivo Fedorchuk e pelo internacional georgiano Kankava, um dos melhores jogadores desta equipa. Na frente, a equipa ficará entregue à verticalidade do jovem Luchkevytch, ao critério de Rotan, à magia e imprevisibilidade da figura Konoplyanka e à capacidade de luta e trabalho do experiente ponta-de-lança Seleznyov (atenção também às possíveis utilizações do nosso bem conhecido Matheus ou do perigoso avançado croata Kalinic).
Portanto, o actual campeão em título da Liga Europa deverá ter pela frente uma formação equilibrada, sem a qualidade individual do outro antagonista mas com muita ordem e rigor. Unai Emery terá preparado a sua hiper-competitiva equipa para esta final da mesma maneira que preparou para todos os outros grandes jogos da temporada. Com laterais ofensivos, alas que voam e ao mesmo tempo sabem explorar o espaço interior e um goleador incessante como Bacca, à partida a taça estará sempre mais perto da capital da Andaluzia. No entanto, até a bola começar a rolar, tudo isto não passará de especulação. Espanhóis e ucranianos, frente-a-frente, numa inédita final a disputar em território polaco. Tem tudo para ser coisa gira...
ONZES PROVÁVEIS:
Dnipro: Boyko; Fedetsky, Cheberyachko, Douglas, Léo Matos; Kankava, Fedorchuk; Luchkevytch, Rotan, Konoplyanka; Seleznyov.
Sevilha: Sergio Rico; Aleix Vidal, Daniel Carriço, Kolodziejczak, Trémoulinas; M´Bia, Krychowiak; Reyes, Banega, Vitolo; Bacca.
De facto, o conjunto espanhol, brilhantemente orientado por Unai Emery, procura revalidar o título conquistado frente ao Benfica no último passado (de forma dramática, diga-se) mas para isso terá de trabalhar muito. Ao contrário do que muitos pensam, o Dnipro não é uma equipa fácil de bater e prova disso é o facto de ter eliminado belas equipas como o Olympiakos, Ajax, Brugge ou Nápoles, além de ter deixado o Saint-Étienne de fora na fase de grupos. Os ucranianos formam uma equipa que não vale apenas pelo férreo sistema defensivo mas também pela capacidade de pressionar à frente em determinados momentos do jogo e por Konoplyanka. Sim, Yehven Konoplyanka, um das estrelas maiores desta equipa e da selecção ucraniana, candidato a melhor jogador da competição.
Quando falo em Konoplyanka contra o mundo, isto relaciona-se com o facto de este jogador ser o tal factor competitivo diferencial, aquele que faz sonhar os ucranianos com um desfecho de sucesso nesta final, tanto pelo seu talento natural como pela capacidade de resolução a título individual. Destro, embora saiba como dominar a bola de pé esquerdo, costuma arrancar a partir da ala esquerda, buscando constantemente as diagonais e tentando vezes sem conta desferir remates cruzados, sem hipóteses para os guarda-redes contrários (Sergio Rico que se cuide!).
Do outro lado, prevê-se que o ala Aleix Vidal seja o eleito para o tentar parar, precisando também muitas vezes das inestimáveis contribuições do português Daniel Carriço e do duplo-pivote M´Bia-Krychowiak nas dobras.
E quanto ao resto? Quem irá assumir a despesa do jogo? Previsivelmente, o Sevilha, que é uma equipa que se sabe orientar entre dois registos: um mais dominador, controlando a posse e tentando verticalizar apenas mais na frente; o outro mais de contra-ataque, dando a iniciativa ao adversário e procurando explorar os espaços deixados por este. Conhecendo a equipa do Dnipro, esta última hipótese é altamente improvável...
Os ucranianos deverão ficar na expectativa, com o seu quarteto defensivo organizado e disciplinado para uma prática constante do momento defensivo, embora os laterais Fedetsky e Léo Matos se possam desdobrar em acções ofensivas, assim o exijam determinados momentos do desafio. O duplo-pivote será constituído pelo mais defensivo Fedorchuk e pelo internacional georgiano Kankava, um dos melhores jogadores desta equipa. Na frente, a equipa ficará entregue à verticalidade do jovem Luchkevytch, ao critério de Rotan, à magia e imprevisibilidade da figura Konoplyanka e à capacidade de luta e trabalho do experiente ponta-de-lança Seleznyov (atenção também às possíveis utilizações do nosso bem conhecido Matheus ou do perigoso avançado croata Kalinic).
Portanto, o actual campeão em título da Liga Europa deverá ter pela frente uma formação equilibrada, sem a qualidade individual do outro antagonista mas com muita ordem e rigor. Unai Emery terá preparado a sua hiper-competitiva equipa para esta final da mesma maneira que preparou para todos os outros grandes jogos da temporada. Com laterais ofensivos, alas que voam e ao mesmo tempo sabem explorar o espaço interior e um goleador incessante como Bacca, à partida a taça estará sempre mais perto da capital da Andaluzia. No entanto, até a bola começar a rolar, tudo isto não passará de especulação. Espanhóis e ucranianos, frente-a-frente, numa inédita final a disputar em território polaco. Tem tudo para ser coisa gira...
ONZES PROVÁVEIS:
Dnipro: Boyko; Fedetsky, Cheberyachko, Douglas, Léo Matos; Kankava, Fedorchuk; Luchkevytch, Rotan, Konoplyanka; Seleznyov.
Sevilha: Sergio Rico; Aleix Vidal, Daniel Carriço, Kolodziejczak, Trémoulinas; M´Bia, Krychowiak; Reyes, Banega, Vitolo; Bacca.

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