Foto: UEFA.com
A anfitriã confirmou o lugar nos "oitavos" do seu Europeu, depois de mais uma vitória tremendamente sofrida, conquistada já sobre o soar do gongo. Griezmann e o inevitável Payet confirmaram a conquista dos três pontos num momento em que os albaneses já sonhavam com o primeiro ponto da história numa grande competição de selecções.
Apesar de tudo, a prestação francesa foi uma vez mais decepcionante, em particular nos primeiros 45 minutos. Durante esse período de jogo, a equipa de Didier Deschamps apresentou um futebol pouco fluído, acusando a ausência de organizador de jogo, o posicionamento demasiado distante da baliza de Payet e a colocação mais interior dos extremos Coman e Martial, raramente incapazes de gerar superioridade no um-para-um. Em boa verdade, e num primeiro tempo no qual as poucas situações em ambas as balizas surgiram na sequência de lances de bola parada, a Albânia não precisou de fazer uma exibição particularmente brilhante a nível defensivo para aguentar o nulo até ao intervalo.
No arranque do segundo tempo, Deschamps decidiu finalmente lançar Pogba (para o lugar do desinspirado Martial), colocando-o no lugar que até aí vinha sendo ocupado por Payet e colocando o craque do West Ham mais encostado à ala, na posição onde ele pertence. Com isso, Payet cresceu e a equipa, de certa forma, também. Não em qualidade de jogo, mas pelo menos em sensação de perigo iminente. As oportunidades iam-se sucedendo e mais adiante o seleccionador gaulês lançou as últimas cartas, Griezmann e Gignac. A Albânia, do outro lado, com um gigante Ajeti no centro da defesa, um Hysaj a fazer a ala inteira, um Berisha seguro na baliza e um Memushaj a revelar uma disponibilidade física tremenda e a tentar segurar as pontas da equipa (junto a Kukeli), foi-se aguentando, até começarem a faltar as forças e o discernimento que vai desaparecendo também com o cansaço. Aproveitou a equipa francesa, já ao minuto 90, numa situação que sucedeu a muitas outras semelhantes e na qual se sentiu a falta de Ajeti e do seu jogo aéreo assertivo. Griezmann colocou a cabeça à bola e fez um país respirar de alívio.
Mais tarde, Payet fechou com chave de ouro mais uma noite soberba a nível individual (segunda parte apenas, vá...) e garantiu o apuramento francês para a próxima fase. E agora adivinhem quais foram as últimas duas vezes nas quais os franceses abriram um Europeu a ganhar? 1984 e 2000. E o que aconteceu no final dessas duas edições? Pois...
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