Belo (e surpreendente) arranque da República da Irlanda no Euro 2016, mesmo tendo deixar escapar a vitória à entrada para os últimos 20 minutos. Com a proposta defensiva de sempre, mas mostrando capacidade para ganhar as divididas no meio-campo e utilizando bem a profundidade dos laterais e atacantes e a boa meia-distância do médio Hendrick, a turma de Martin O´Neill fez uma primeira parte muito meritória, controlando uma Suécia lenta, previsível e na qual apenas as subidas de Olsson e um ou outro movimento de Ibrahimovic faziam mexer a sólida estrutura dos "boys in green".
Logo após o intervalo, Seamus Coleman, autor de uma exibição muito interessante, executou uma jogada individual espectacular e cruzou para um excelente remate colocado de Hoolahan, médio de 34 anos que se mostrou muito dinâmico, dando inúmeras dores de cabeça aos adversários com os seus movimentos de ruptura. A Suécia acordou então para o jogo (finalmente!), pressionando mais à frente, com jogadores como Lewicki, Larsson ou o próprio Ibra a ganharem maior protagonismo. A entrada do "gigante" Guidetti deu maior mobilidade e uma "muleta" mais fiável a Ibra, como se viu no lance do golo sueco (auto-golo de Clark), na sequência da melhor jogada colectiva dos nórdicos ao longo dos 90 minutos.
A resposta irlandesa foi interessante e o 2-1 poderia ter acontecido. No entanto, os 20 minutos finais foram bastante divididos e o resultado final acaba por se aceitar. Ainda assim, muito trabalho para Erik Hamrén, que uma vez mais viu a equipa não dar a resposta adequada numa grande competição. Já a Irlanda, conseguindo manter o nível exibicional (intensidade, solidez defensiva, consistência táctica e capacidade de aproveitamento da profundidade atacante e de segundas bolas), pode muito bem ter uma palavra a dizer na discussão por um lugar de acesso aos oitavos-de-final.
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