Rússia-Eslováquia (1-2): Prova de resistência superada!



                                                                    Foto: UEFA.com


Confesso que estive para colocar Hamsik no título do texto. Fazia sentido, visto que ele foi o principal responsável pela primeira vitória da Eslováquia em Campeonatos da Europa. No entanto, e colocando em evidência o que ocorreu na parte final do jogo, esta foi uma prova de resistência autêntica para os eslovacos, superada com a distinção de uma equipa solidária, com defesas super-concentrados e fortes no capítulo da intercepção.

Mas voltemos atrás, a Hamsik. A Rússia ia mandando no jogo, tendo mais bola e começando a criar desequilíbrios na bem preenchida estrutura defensiva da Eslováquia. Com Shatov em plano de evidência nos movimentos e na condução de bola, os comandados de Leonid Slutskiy pareciam mais perto de poder chegar ao golo quando apareceu o bom do Marek: com uma abertura longa, à saída do meio-campo eslovaco e rasgando toda a organização defensiva russa, abriu em Weiss, que depois só teve de contornar com maestria os defesas russos e atirar cruzado, fora do alcance de Akinfeev. Um golo tão simples, quanto extraordinário: abertura longa, fruto da visão de jogo brutal do jogador mais talentoso da Eslováquia, recepção, finta e golo.

Marek Hamsik, o grande, voltaria a aparecer mesmo em cima do intervalo e num período em que a Eslováquia já tomava conta do jogo tacticamente: após um canto, pega na bola no lado esquerdo, entra na área e atira cruzado, sem muito ângulo, com a bola a bater no poste esquerdo da baliza russa e a entrar na malha lateral do outro lado. Brutal.

Nos segundos 45 minutos, a Rússia voltou a apresentar um futebol plano, previsível e cinzento, contra a boa organização defensiva de uma Eslováquia que continuava a ter em atenção possíveis situações de transição rápida. Já nos últimos 15 minutos, Slutskiy finalmente se lembrou de juntar a qualidade de passse de Shirokov ao critério de Shatov e a equipa melhorou, chegando ao 1-2 através da cabeça de Glushakov, também entrado ao intervalo. A fase final do encontro foi exigente para uma Eslováquia já muito recuada e fisicamente desgastada mas aí saltou à vista o instinto de sobrevivência da equipa de Jan Kozak. No fim, triunfo de grande importância para os eslovacos perante uma Rússia que em 180 minutos de futebol neste Europeu mostrou pouco futebol...

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