1. Barça sem Messi é como Tom sem Vinícius. Imaginem como seria o «Chega de Saudade» ou o «Garota de Ipanema» se António Carlos Jobim não se tem juntado a dom Vinícius de Moraes. Provavelmente nem sequer existiriam essas duas obras-primas da música brasileira. Pronto, agora pensem num Barcelona sem Messi. Continua a existir, mas com uma «cara» diferente: menos desequilibrante e resolutivo, parece até assustar menos os adversários. Não é à toa que depois da saída do astro argentino no jogo frente ao Atlético de Madrid, Simeone decidiu arriscar em mudar no ataque e soltou a equipa das amarras às quais esteve presa durante quase uma hora. E foi instantâneo: Ángel Correa entrou e marcou e daí para a frente notou-se um maior atrevimento dos «colchoneros» (embora com o Barça sempre a manter-se por cima no domínio do jogo). Uma lesão de Messi parece até empolgar as equipas adversárias, quase olhando para os catalães como tendo uma equipa apenas constituída por humanos (veja-se lá, uma equipa só com humanos...). Apesar de algum exagero, em boa verdade, o pequeno-grande Lionel é o elemento mais determinante das suas equipas. E por muito bons que os outros sejam, também a sua eficácia (no caso de Suárez) e talento (no caso de Neymar) são inflacionados pela arte e engenho do «10»...
2. Aleix García, um interessante projecto de Pep. Depois de uma pré-temporada interessante junto dos «maiores», o jovem Aleix García passou a fazer parte do plantel principal do Man. City, podendo alternar entre a equipa sub-19 e o plantel de reservas de quando em vez. Esta foi uma semana em cheio para o médio catalão de 19 anos, que para muitos é um potencial candidato a «Busquets do Barcelona» nesta nova aventura de Pep Guardiola. O antigo jogador do Villarreal estreou-se no campeonato no passado fim-de-semana, tendo alinhado 15 minutos na goleada ao Bornemouth (4-0). Os pormenores interessantes com bola e a qualidade de passe que já haviam chamado a atenção no período preparatório para a nova temporada voltaram a aparecer nesse curto quarto de hora. Ora, para quem queria ver mais num habitat competitivo mais exigente, nada como o jogo seguinte contar para a Taça da Liga. Como não podia deixar de ser, Guardiola optou por lançar um «onze» substancialmente diferente daquele que tem entrado nos jogos do campeonato e da Liga dos Campeões (apenas dois jogadores têm feito parte da equipa inicial habitual). E Aleix García teve uma oportunidade, não desaproveitando os 90 minutos que o treinador lhe deu: voltou a fazer mexer o jogo da equipa, revelando critério ao nível do passe (curto, médio e longo), conferiu equilíbrio no momento defensivo e na reacção à perda e, como corolário da boa exibição, assinou o segundo golo, num remate colocado de pé esquerdo na área contrária. A qualidade técnica e táctica estão lá, resta saber se a evolução continua a decorrer enquadrada num processo favorável ao crescimento do jogador. E se há treinador ideal para o fazer crescer sob todos os pontos de vista, esse é definitivamente Pep Guardiola.
3. Bons apontamentos de um estreante. Fundado em 2009, o fenómeno RB Leipzig vai começando a dar cartas na sua estreia na Bundesliga. Realmente, por muito que o processo de criação e o conceito de clube-empresa possam dar algumas voltas ao estômago, o clube tem uma estratégia clara e bem definida, mostrando um equilíbrio considerável entre a componente económica e a desportiva. Cingindo-me apenas à vertente futebolística, parecem-me não restar dúvidas que o projecto tem pernas para andar. O arranque de campeonato tem sido francamente positivo, com o emblema da Saxónia a situar-se na sexta posição, com oito pontos, decorridas quatro jornadas do campeonato. No empate frente ao Borussia Moenchengladbach ficou, uma vez mais, a imagem de uma equipa muito competitiva, a mandar desde início, pressionando e condicionando ao máximo as saídas do rival (que mudou do 1-4-1-3-2 inicial para 1-3-4-1-2 com a lesão de Strobl e entrada do central Elvedi). Com dois avançados rápidos e incisivos a atacar o espaço e a pressionar o portador da bola (Yussuf Poulsen e Timo Werner), alas a interiorizar o jogo em certos momentos e linhas bem juntas, o Leipzig controlou a partida quase até aos últimos 20 minutos, altura na qual desenvolveram um mecanismo de defesa do resultado que os acanhou e «convidou» o Borussia a arriscar um pouco mais e a obter o prémio que até aí estava a ser difícil de conquistar. Por plantel e nível táctico, o conjunto de Ralph Hassenhuttl tem tudo para continuar próximo dos lugares da frente do campeonato...
4. Nice a liderar em França. Estruturada num 1-3-5-1-1, a equipa do Nice de Lucien Favre brilhou com toda a intensidade na recepção ao rival e até aí líder da Ligue 1, arrebatando a primeira posição aos monegascos com uma exibição táctica soberba e um robusto triunfo por quatro bolas a zero. Apesar do melhor arranque dos comandados de Leonardo Jardim, o Nice conseguiu chegar à vantagem na sequência de um livre lateral, com Paul Baysse a corresponder na hora da finalização, de cabeça. A partir daí e jogando num bloco médio/médio-baixo com toda a gente bem junta e com uma destreza notável para sair em transições rápidas apoiadas, o conjunto da capital da Côte d´Azur levou o jogo para onde quis, controlando o Mónaco, com destaque para as acções dos médios Koziello e Seri (impressionante a evolução do médio ex-FC Porto B e Paços), na garantia dos equilíbrios e com Ricardo Pereira a desequilibrar através da velocidade na direita e Belhanda e Cyprien a acrescentarem atributos no último passe. E depois, há ainda Balotelli: o italiano, com a cabeça no sítio certo, consegue ser um dos jogadores mais determinantes de qualquer campeonato. A ver vamos se mantém a regularidade...
5. O goleador Simone Verdi. A terminar a viagem pelos principais campeonatos da Europa, passagem por Itália, país onde vai despontando um nome, mais concretamente na cidade de Bolonha: Simone Verdi. Aos 24 anos e depois de sucessivos empréstimos a clubes de segunda linha (Eibar, Carpi), o médio ofensivo destro foi vendido pelo AC Milan ao Bolonha no passado mês de Julho, por uma verba a rondar o milhão e meio de euros. E, de facto, Roberto Donadoni não se pode queixar do investimento, visto que Verdi leva já três golos em cinco partidas na Série A, o último dos quais num pontapé sensacional, de primeira, na vitória caseira frente à Sampdoria (2-0). Hábil, móvel e com facilidade de remate, está destinado a ser um dos destaques de uma das boas equipas da linha média do futebol italiano...
2. Aleix García, um interessante projecto de Pep. Depois de uma pré-temporada interessante junto dos «maiores», o jovem Aleix García passou a fazer parte do plantel principal do Man. City, podendo alternar entre a equipa sub-19 e o plantel de reservas de quando em vez. Esta foi uma semana em cheio para o médio catalão de 19 anos, que para muitos é um potencial candidato a «Busquets do Barcelona» nesta nova aventura de Pep Guardiola. O antigo jogador do Villarreal estreou-se no campeonato no passado fim-de-semana, tendo alinhado 15 minutos na goleada ao Bornemouth (4-0). Os pormenores interessantes com bola e a qualidade de passe que já haviam chamado a atenção no período preparatório para a nova temporada voltaram a aparecer nesse curto quarto de hora. Ora, para quem queria ver mais num habitat competitivo mais exigente, nada como o jogo seguinte contar para a Taça da Liga. Como não podia deixar de ser, Guardiola optou por lançar um «onze» substancialmente diferente daquele que tem entrado nos jogos do campeonato e da Liga dos Campeões (apenas dois jogadores têm feito parte da equipa inicial habitual). E Aleix García teve uma oportunidade, não desaproveitando os 90 minutos que o treinador lhe deu: voltou a fazer mexer o jogo da equipa, revelando critério ao nível do passe (curto, médio e longo), conferiu equilíbrio no momento defensivo e na reacção à perda e, como corolário da boa exibição, assinou o segundo golo, num remate colocado de pé esquerdo na área contrária. A qualidade técnica e táctica estão lá, resta saber se a evolução continua a decorrer enquadrada num processo favorável ao crescimento do jogador. E se há treinador ideal para o fazer crescer sob todos os pontos de vista, esse é definitivamente Pep Guardiola.
3. Bons apontamentos de um estreante. Fundado em 2009, o fenómeno RB Leipzig vai começando a dar cartas na sua estreia na Bundesliga. Realmente, por muito que o processo de criação e o conceito de clube-empresa possam dar algumas voltas ao estômago, o clube tem uma estratégia clara e bem definida, mostrando um equilíbrio considerável entre a componente económica e a desportiva. Cingindo-me apenas à vertente futebolística, parecem-me não restar dúvidas que o projecto tem pernas para andar. O arranque de campeonato tem sido francamente positivo, com o emblema da Saxónia a situar-se na sexta posição, com oito pontos, decorridas quatro jornadas do campeonato. No empate frente ao Borussia Moenchengladbach ficou, uma vez mais, a imagem de uma equipa muito competitiva, a mandar desde início, pressionando e condicionando ao máximo as saídas do rival (que mudou do 1-4-1-3-2 inicial para 1-3-4-1-2 com a lesão de Strobl e entrada do central Elvedi). Com dois avançados rápidos e incisivos a atacar o espaço e a pressionar o portador da bola (Yussuf Poulsen e Timo Werner), alas a interiorizar o jogo em certos momentos e linhas bem juntas, o Leipzig controlou a partida quase até aos últimos 20 minutos, altura na qual desenvolveram um mecanismo de defesa do resultado que os acanhou e «convidou» o Borussia a arriscar um pouco mais e a obter o prémio que até aí estava a ser difícil de conquistar. Por plantel e nível táctico, o conjunto de Ralph Hassenhuttl tem tudo para continuar próximo dos lugares da frente do campeonato...
4. Nice a liderar em França. Estruturada num 1-3-5-1-1, a equipa do Nice de Lucien Favre brilhou com toda a intensidade na recepção ao rival e até aí líder da Ligue 1, arrebatando a primeira posição aos monegascos com uma exibição táctica soberba e um robusto triunfo por quatro bolas a zero. Apesar do melhor arranque dos comandados de Leonardo Jardim, o Nice conseguiu chegar à vantagem na sequência de um livre lateral, com Paul Baysse a corresponder na hora da finalização, de cabeça. A partir daí e jogando num bloco médio/médio-baixo com toda a gente bem junta e com uma destreza notável para sair em transições rápidas apoiadas, o conjunto da capital da Côte d´Azur levou o jogo para onde quis, controlando o Mónaco, com destaque para as acções dos médios Koziello e Seri (impressionante a evolução do médio ex-FC Porto B e Paços), na garantia dos equilíbrios e com Ricardo Pereira a desequilibrar através da velocidade na direita e Belhanda e Cyprien a acrescentarem atributos no último passe. E depois, há ainda Balotelli: o italiano, com a cabeça no sítio certo, consegue ser um dos jogadores mais determinantes de qualquer campeonato. A ver vamos se mantém a regularidade...
5. O goleador Simone Verdi. A terminar a viagem pelos principais campeonatos da Europa, passagem por Itália, país onde vai despontando um nome, mais concretamente na cidade de Bolonha: Simone Verdi. Aos 24 anos e depois de sucessivos empréstimos a clubes de segunda linha (Eibar, Carpi), o médio ofensivo destro foi vendido pelo AC Milan ao Bolonha no passado mês de Julho, por uma verba a rondar o milhão e meio de euros. E, de facto, Roberto Donadoni não se pode queixar do investimento, visto que Verdi leva já três golos em cinco partidas na Série A, o último dos quais num pontapé sensacional, de primeira, na vitória caseira frente à Sampdoria (2-0). Hábil, móvel e com facilidade de remate, está destinado a ser um dos destaques de uma das boas equipas da linha média do futebol italiano...
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