1. Mais um título para Mourinho oferecido pelo génio de Malmo. 24º título da carreira para José Mourinho, quarta Taça da Liga inglesa, a quinta no historial do Manchester United. Uma data inesquecível para o treinador português (igualou o número de títulos na competição de lendas como Brian Clough e Sir Alex Ferguson), muito por culpa da inspiração de um veterano atacante sueco de raízes bósnias que decide continuar a espalhar magia por esses relvados fora. Aos 35 anos (completará 36 no mês de Outubro), o globetrotter escandinavo é o jogador mais preponderante de um dos maiores clubes do mundo, tendo apontado dois dos três golos da final frente ao Southampton. O primeiro, na conversão de um livre directo, em pontapé de precisão distinta; o segundo na sequência de um cabeceamento para o centro da baliza, qual bala fulminante para o guardião adversário. Sem dúvida que o nível actual de Ibra pode justificar uma candidatura à Bola de Ouro no final do ano...
2. O Southampton de Puel (e Gabbiadini, e Redmond...). Grande prestação na Taça da Liga para o emblema do Sul de Inglaterra. Chefiados pelo experiente Claude Puel, os «saints» chegaram até a Wembley depois de «despachar» Arsenal e Liverpool e, em abono da verdade, mereciam algo mais numa final intensa e equilibrada perante o favorito Man. United. Com um Nathan Redmond endiabrado, a emprestar vertigem e ferocidade ao jogo, um meio-campo de trabalho e bom toque e um Manolo Gabbiadini verdadeiramente inspirado nas últimas semanas, a crença num sucesso nesta final chegou a ser visível, mas o tal lance final, com uma abordagem pouco inteligente de um central que até havia estado muito bem (Jack Stephens), determinou um desfecho de sabor amargo para uma equipa inglesa de perfume ofensivo multinacional...
3. O Barça representado no espírito de um só jogador... Vitória importantíssima do conjunto culé no partidazo da jornada na Liga espanhola. Interessantes variantes tácticas de Luis Enrique (dispondo a equipa num 1-3-4-3 em ataque posicional e alternando entre o habitual 1-4-3-3 e o 1-4-4-2 no momento de transição/organização defensiva), embora rapidamente anuladas pela boa pressão do Atleti, que dispôs de várias oportunidades para marcar nos primeiros 45 minutos. O Barça ia sobrevivendo graças às intervenções de ter Stegen (cada vez mais determinante neste Barcelona, por certo...), à competitividade defensiva, aos arranques de Neymar e ao espírito de Luis Suárez (intervenções decisivas nos dois golos). Ah, e a Messi. Pode andar meio «escondido» durante um jogo mas aparece sempre...
4. Iborra, jogador-fetiche de uma afición. E ao intervalo, com apenas duas substituições, Jorge Sampaolo ajudou a mudar a cara de um jogo complicado (e logo frente ao maior rival Betis!). Depois de uma primeira parte insuficiente, com o habitual controlo do jogo a meio-campo reduzido a cinzas, graças à tremenda actuação dos criativos béticos, Pardo e Ceballos, o jogo mudou substancialmente após o intervalo. Com a entrada de Iborra para o meio-campo e Ben Yedder para o ataque, o técnico argentino matou dois coelhos de uma cajadada só: assegurou equilíbrio na luta da zona central do campo (tendo depois assumido a superioridade) e ganhou uma referência nos apoios ofensivos, capaz de acrescentar argutas movimentações no último terço. No entanto, a diferença no resultado fez-se pela bola parada. E aí, Iborra, símbolo máximo do compromisso com o sevilhismo (mesmo nem sempre jogando como titular e não tendo sido formado no clube...), revelou-se também decisivo.
5. A dupla-referência da selecção inglesa do futuro (e do presente) mora em WHL. White Hart Lane, casa do Tottenham, é agora um palacete onde habita a nova dupla-maravilha da família real do futebol inglês: Dele Alli-Harry Kane. A culminar uma semana de contrastes (prestação soberba em Craven Cottage na FA Cup, seguida de eliminação europeia em pleno Wembley, frente aos belgas do Gent e ainda por cima com Dele Alli a ser expulso no primeiro tempo...), triunfo arrasador, com quatro golos nos primeiros 45 minutos, três de Lord Harry e um de Sir Dele. Móveis, rápidos e tremendamente incisivos no ataque à baliza contrária, eles são a dupla pela qual uma selecção inglesa quase sempre a viver entre a dúvida e a incerteza tanto suspirava há muito tempo. A transferência para um dos clubes de referência do futebol europeu (com todo o respeito pelo Tottenham) estará certamente para breve...
6. A vez do Feyenoord? Depois do sucesso recente dos rivais Ajax (com Frank de Boer) e PSV (com Philip Cocu), parece que chegou a vez do histórico de Roterdão, também treinado por um antigo defesa da selecção holandesa (Giovanni van Bronckhorst), ser feliz. O jogo deste fim-de-semana no de Kuip, perante o PSV, serviu para que tivéssemos duas certezas: o Feyenoord é mesmo o maior candidato ao título da Eredivisie e os comandados de Cocu não terão mais hipóteses de discutir o acesso à liderança da prova. Com uma equipa tremendamente competitiva e bem arrumada num 1-4-3-3 com as peças todas no sítio (entenda-se, sem adaptações consideráveis), o Clube do Povo, como também é conhecido, parece finalmente possuir também as individualidades certas para levar o clube de novo ao topo do futebol holandês. Além do goleador Nicolai Jorgensen, há os dinâmicos extremos Berghuis e Elia (além do veterano Kuyt), um trio de médios que garante coerência táctica e arrojo com bola (El Ahmadi-Toornstra-Vilhena) e um quarteto defensivo que parecia não dar muita confiança no arranque da temporada mas que tem crescido de uma maneira impressionante (com destaque para os jovens laterais Karsdorp e Kongolo, ambos internacionais pela Holanda). Um «onze» e um plantel, até agora, à altura das exigências.
7. Sai mais um cabaz para o Hamburgo... Mais uma viagem do Hamburgo à Allianz Arena, nova goleada às custas do Bayern. Desta feita, foram oito golos, fruto de uma cirúrgica capacidade de finalização dos bávaros. Mas, curiosamente, os primeiros 15 minutos até nem foram fáceis e o rival do norte entrou atrevido. Mas a partir do primeiro, a bem oleada máquina ofensiva do Bayern, com Alaba solto pela esquerda, Muller e Lewandowski bem oleados no centro do ataque, um meio-campo de uma intensidade descomunal e um Robben novamente afinado e a desequilibrar constantemente. Uma pérola futebolística.
8. Don Bérrnárdô. O Mónaco tem feito uma época incrível e o rendimento ofensivo dos monegascos tem andado próximo da perfeição. Mérito de Leonardo Jardim e sobretudo de toda uma equipa dentro de campo, mas há um nome que tem sobressaído: Bernardo Silva. O jovem internacional português é do mais parecido a Messi que se vai passeando pelos campos desse mundo fora. Nos rasgos de fora para dentro, nos controlos de bola, nas mudanças de velocidade, na visão de jogo... claro que é praticamente impossível chegar ao nível do argentino, mas aqui apenas falo em semelhanças, sempre com as devidas distâncias. Aproveitem para ir vendo o crescimento do jogador português da próxima década e certamente um dos melhores do mundo (assim ele queira).
2. O Southampton de Puel (e Gabbiadini, e Redmond...). Grande prestação na Taça da Liga para o emblema do Sul de Inglaterra. Chefiados pelo experiente Claude Puel, os «saints» chegaram até a Wembley depois de «despachar» Arsenal e Liverpool e, em abono da verdade, mereciam algo mais numa final intensa e equilibrada perante o favorito Man. United. Com um Nathan Redmond endiabrado, a emprestar vertigem e ferocidade ao jogo, um meio-campo de trabalho e bom toque e um Manolo Gabbiadini verdadeiramente inspirado nas últimas semanas, a crença num sucesso nesta final chegou a ser visível, mas o tal lance final, com uma abordagem pouco inteligente de um central que até havia estado muito bem (Jack Stephens), determinou um desfecho de sabor amargo para uma equipa inglesa de perfume ofensivo multinacional...
3. O Barça representado no espírito de um só jogador... Vitória importantíssima do conjunto culé no partidazo da jornada na Liga espanhola. Interessantes variantes tácticas de Luis Enrique (dispondo a equipa num 1-3-4-3 em ataque posicional e alternando entre o habitual 1-4-3-3 e o 1-4-4-2 no momento de transição/organização defensiva), embora rapidamente anuladas pela boa pressão do Atleti, que dispôs de várias oportunidades para marcar nos primeiros 45 minutos. O Barça ia sobrevivendo graças às intervenções de ter Stegen (cada vez mais determinante neste Barcelona, por certo...), à competitividade defensiva, aos arranques de Neymar e ao espírito de Luis Suárez (intervenções decisivas nos dois golos). Ah, e a Messi. Pode andar meio «escondido» durante um jogo mas aparece sempre...
4. Iborra, jogador-fetiche de uma afición. E ao intervalo, com apenas duas substituições, Jorge Sampaolo ajudou a mudar a cara de um jogo complicado (e logo frente ao maior rival Betis!). Depois de uma primeira parte insuficiente, com o habitual controlo do jogo a meio-campo reduzido a cinzas, graças à tremenda actuação dos criativos béticos, Pardo e Ceballos, o jogo mudou substancialmente após o intervalo. Com a entrada de Iborra para o meio-campo e Ben Yedder para o ataque, o técnico argentino matou dois coelhos de uma cajadada só: assegurou equilíbrio na luta da zona central do campo (tendo depois assumido a superioridade) e ganhou uma referência nos apoios ofensivos, capaz de acrescentar argutas movimentações no último terço. No entanto, a diferença no resultado fez-se pela bola parada. E aí, Iborra, símbolo máximo do compromisso com o sevilhismo (mesmo nem sempre jogando como titular e não tendo sido formado no clube...), revelou-se também decisivo.
5. A dupla-referência da selecção inglesa do futuro (e do presente) mora em WHL. White Hart Lane, casa do Tottenham, é agora um palacete onde habita a nova dupla-maravilha da família real do futebol inglês: Dele Alli-Harry Kane. A culminar uma semana de contrastes (prestação soberba em Craven Cottage na FA Cup, seguida de eliminação europeia em pleno Wembley, frente aos belgas do Gent e ainda por cima com Dele Alli a ser expulso no primeiro tempo...), triunfo arrasador, com quatro golos nos primeiros 45 minutos, três de Lord Harry e um de Sir Dele. Móveis, rápidos e tremendamente incisivos no ataque à baliza contrária, eles são a dupla pela qual uma selecção inglesa quase sempre a viver entre a dúvida e a incerteza tanto suspirava há muito tempo. A transferência para um dos clubes de referência do futebol europeu (com todo o respeito pelo Tottenham) estará certamente para breve...
6. A vez do Feyenoord? Depois do sucesso recente dos rivais Ajax (com Frank de Boer) e PSV (com Philip Cocu), parece que chegou a vez do histórico de Roterdão, também treinado por um antigo defesa da selecção holandesa (Giovanni van Bronckhorst), ser feliz. O jogo deste fim-de-semana no de Kuip, perante o PSV, serviu para que tivéssemos duas certezas: o Feyenoord é mesmo o maior candidato ao título da Eredivisie e os comandados de Cocu não terão mais hipóteses de discutir o acesso à liderança da prova. Com uma equipa tremendamente competitiva e bem arrumada num 1-4-3-3 com as peças todas no sítio (entenda-se, sem adaptações consideráveis), o Clube do Povo, como também é conhecido, parece finalmente possuir também as individualidades certas para levar o clube de novo ao topo do futebol holandês. Além do goleador Nicolai Jorgensen, há os dinâmicos extremos Berghuis e Elia (além do veterano Kuyt), um trio de médios que garante coerência táctica e arrojo com bola (El Ahmadi-Toornstra-Vilhena) e um quarteto defensivo que parecia não dar muita confiança no arranque da temporada mas que tem crescido de uma maneira impressionante (com destaque para os jovens laterais Karsdorp e Kongolo, ambos internacionais pela Holanda). Um «onze» e um plantel, até agora, à altura das exigências.
7. Sai mais um cabaz para o Hamburgo... Mais uma viagem do Hamburgo à Allianz Arena, nova goleada às custas do Bayern. Desta feita, foram oito golos, fruto de uma cirúrgica capacidade de finalização dos bávaros. Mas, curiosamente, os primeiros 15 minutos até nem foram fáceis e o rival do norte entrou atrevido. Mas a partir do primeiro, a bem oleada máquina ofensiva do Bayern, com Alaba solto pela esquerda, Muller e Lewandowski bem oleados no centro do ataque, um meio-campo de uma intensidade descomunal e um Robben novamente afinado e a desequilibrar constantemente. Uma pérola futebolística.
8. Don Bérrnárdô. O Mónaco tem feito uma época incrível e o rendimento ofensivo dos monegascos tem andado próximo da perfeição. Mérito de Leonardo Jardim e sobretudo de toda uma equipa dentro de campo, mas há um nome que tem sobressaído: Bernardo Silva. O jovem internacional português é do mais parecido a Messi que se vai passeando pelos campos desse mundo fora. Nos rasgos de fora para dentro, nos controlos de bola, nas mudanças de velocidade, na visão de jogo... claro que é praticamente impossível chegar ao nível do argentino, mas aqui apenas falo em semelhanças, sempre com as devidas distâncias. Aproveitem para ir vendo o crescimento do jogador português da próxima década e certamente um dos melhores do mundo (assim ele queira).
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